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Apresentação de projetos comunitários marca término de curso.

Publicada em 23/09/2013
No encerramento da 2ª edição do curso Elaboração e Gestão de Projetos Sociocomunitários (19/9), foram apresentados diversos projetos de intervenção em comunidades cariocas. Segundo a professora Valéria Aguiar, o curso corresponde à missão da instituição de minimizar as desigualdades na área da saúde, educação e formação acadêmica. Também estiveram presentes à solenidade a coordenadora do curso, Patrícia Nassif, o pesquisador da Cooperação Social, Daniel Pinha, e a pesquisadora e analista em Gestão de Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Glaucia Guarany. O curso foi promovido pelo Programa de Desenvolvimento em Gestão Social (PDGS/Dirad), em parceria com a ENSP e a Cooperação Social da Fiocruz.

Os alunos apresentaram os projetos Artes Urbanas e Semente do conhecimento, voltados aos jovens da comunidade do Amorim, em Manguinhos, e Reciclar para mudar, que tem por foco moradores de 14 a 18 anos do Complexo do Alemão. Os objetivos centrais dos projetos foram a promoção da arte, educação, cidadania e cultura, visando oferecer novas oportunidades a jovens carentes.

“Os projetos são construídos a partir da demanda da população carente, por isso é importante que sejam criados pelos próprios moradores das comunidades. A elaboração desses projetos é um ato político, porque empodera as classes mais baixas. É assim que se faz democracia. Quando você ouve o outro, reconhece suas necessidades e realiza seus sonhos”, opinou Valéria Aguiar.

Daniel Pinha instigou os alunos a pensarem na gestão democrática da cidade e de que forma seus projetos podem contribuir para isso. “Não podemos perder o horizonte político no sentido de ampliar a compreensão do conceito de democracia e a participação organizada e direta da sociedade, tanto para propor os projetos como também para geri-los. Devemos pensar na contribuição coletiva de uma maneira qualificada para atuar na cidade.”

O projeto Artes Urbanas apresentou como objetivo geral o desenvolvimento de capacidades expressivas e o estímulo de habilidades artísticas e culturais por meio de oficinas de arte. Para o grupo, a proposta é importante inclusive para afastar os jovens do tráfico.

O lixo não recolhido devidamente e jogado em local inadequado inspirou o projeto Reciclar para mudar, que busca oferecer cursos de capacitação profissional na área de reciclagem, gerando renda pelo reaproveitamento do óleo de cozinha e garrafas pet, por exemplo.

Já o projeto Semente do Conhecimento visa promover o reforço escolar estimulando a curiosidade, o estudo, o hábito da leitura e a compreensão da matéria por meio de atividades culturais.

Na opinião de Glaucia Guarany, o curso tem a missão de quebrar paradigmas. “A educação tem sempre a semente da emancipação. Ela nos dá a possibilidade de um olhar mais crítico das coisas. Se você quer romper com a ordem social que faz acreditar que você nasceu pobre e não tem condições, rompa com isso buscando o conhecimento e reconhecendo seus talentos e habilidades.”

Matéria: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/33685

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