quarta-feira, dezembro 13, 2017
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Pesquisa da FIRJAN revela que mais de 30% dos jovens de UPP’s não trabalham nem estudam

Antes dos 18 anos, 12% dos moradores de comunidades pacificadas não trabalham e nem estudam. Após a maioridade, esse índice sobe para 34%, patamar que se mantém até os 29 anos. O dado está na pesquisa “Somos os Jovens das UPPs”, realizada pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com 1.652 jovens de 15 a 29 anos de regiões contempladas com Unidade de Polícia Pacificadora, em que a FIRJAN desenvolve o programa SESI Cidadania. A pesquisa foi feita nas comunidades do Jacarezinho, Manguinhos, Mangueira, Prazeres/Escondidinho, São Carlos, Vidigal e Coroa/Fallet/Fogueteiro.

O diagnóstico revela que esses jovens têm uma difícil jornada na educação, ao mostrar que 46% dos que têm entre 15 e 17 anos ainda não chegaram ao Ensino Médio e, aos 18 anos ou mais, 57% não conseguem completar o ensino regular escolar. Os dados mostram que é comum assumir responsabilidades de adultos precocemente dentro dessas comunidades: 13% dos jovens que têm entre 15 e 17 anos já ajudam financeiramente suas famílias; e 17% dos que têm entre 15 e 29 anos tiveram filhos entre os 12 e os 17 anos.

A pesquisa mostra também um grande avanço dos jovens em relação à geração anterior: 14% dos pais e 16% das mães têm pelo menos o Ensino Médio completo, enquanto que para os jovens maiores de 21 anos a parcela é de 48%. Apenas 3% dos pais chegaram à universidade, contra 12% dos filhos maiores de 21 anos. A perspectiva associada a importância dada à educação foi algo fortemente apontado pelo estudo. Apesar de uma parcela significativa dos jovens não chegar ao Ensino Médio, 94% o valorizam e para 20% o fato de ter um diploma é o aspecto mais importante para o mercado de trabalho.

O diagnóstico aponta que, para os jovens, a existência da UPP em suas comunidades não está relacionada diretamente aos possíveis fatores de sucesso. Entretanto, uma parcela de 36% se refere à oferta maior de cursos e programas sociais, possibilitada com a implantação das UPPs, como uma das razões pelas quais vislumbram a hipótese de um futuro melhor.

Pesquisa “Somos os Jovens das UPPs”

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