domingo, novembro 19, 2017
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Com a ajuda de novo aplicativo, moradores põem favelas com UPPs no mapa do Rio!

Mapa

RIO – Os moradores do Complexo de Manguinhos vão colocar sua comunidade no mapa do Rio. Com o apoio do Instituto Pereira Passos (IPP) e da empresa de geoprocessamento Imagem, eles estão mapeando escolas, creches, centros culturais, bares, lojas e passando as informações para o aplicativo Mapa Participativo do Rio de Janeiro. Com o objetivo de elaborar um retrato de partes pouco conhecidas da cidade a partir da percepção dos próprios cidadãos, a expectativa é que até 2016 todas as comunidades com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio recebam o projeto.

A edição de setembro do jornal “Fala Manguinhos”, com tiragem de dez mil exemplares distribuídos no complexo, traz duas páginas inteiras que ensinam, passo a passo, como incluir no mapa do Rio os pontos da comunidade que são referência para os moradores.

— Sou nascido e criado aqui. Durante a minha adolescência, Manguinhos era uma mancha branca no mapa do Rio. Agora, não. Meus filhos e enteados se acham no mapa, aprendem que estão representados lá. Isso vai fazer uma diferença muito grande no crescimento deles — disse o historiador André Luiz da Silva Lima.

O mapa tem atualmente 56 pontos marcados na categoria equipamentos urbanos (creches, escolas) e 23 como estabelecimentos comerciais (bares, farmácias). A previsão do IPP é que sejam incluídas ainda as categorias condições urbanas (praças, ruas), abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem, iluminação pública e limpeza urbana.

O IPP forneceu as bases cartográficas para que o cidadão possa incluir as informações e a empresa Imagem disponibilizou a tecnologia. Segundo o Diretor de Informações da Cidade do Instituto Pereira Passos, Luiz Roberto Arueira, o mapa traz atualmente apenas pontos marcados em Manguinhos e Vila Kennedy. A ferramenta, de acordo com ele, está sendo atualizada, e uma nova versão para celulares começa a ser produzida:

— O trabalho de divulgação é muito importante para nós. Além disso, estamos criando uma página no Facebook para o Mapa Participativo, onde colocaremos os guias de ajuda, as novas aplicações e comentários sobre a ferramenta.

Segundo Arueira, ainda não foi definida a próxima comunidade a ser mapeada pelo projeto.

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— Nossa estratégia é trabalhar com as equipes de campo do Rio+Social, grupo que foi criado a partir da pacificação e que é ligado ao IPP, nos 30 territórios onde temos UPPs instaladas. Isto representa um universo de 711 mil pessoas — disse.

Arueira ressalta que não há pré-moderação sobre o que os usuários podem pôr no mapa. Uma equipe do IPP que monitora o conteúdo poderá tirar qualquer coisa ofensiva do ar. Mas os pontos a serem marcados já são preestabelecidos, explica Jorge Silva, um dos coordenadores do Conselho Comunitário de Manguinhos, criado em 2011:

— Não existe o risco de alguém marcar um local onde haja tráfico de drogas. O mapa vai permitir que as pessoas conheçam melhor o lugar onde vivem e evitem, por exemplo, que eventos culturais semelhantes aconteçam ao mesmo tempo na favela, o que dispersa o público.

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