segunda-feira, novembro 20, 2017
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Aqui se Faz Cultura – MAYA ALVES

POR RENATA DUTRA

“EU SOU O SAMBA” 

Maya Alves, moradora de Manguinhos, quebra barreiras cantando Samba.

Nossa Coluna “Aqui se Faz Cultura” de hoje, traz uma entrevistada muito interessante. Cantora, jovem, mulher, negra, vem quebrando barreiras e mostrando que lugar de mulher é onde ela quiser.

Maya Alves, teve seu primeiro contato com a música, aos 7 anos, quando ganhou de seu pai, o seu primeiro violão, mas segundo ela, nunca acreditaram que ela iria mesmo para o lado da musica e da arte.

Nossa cantora de Manguinhos, se considera o samba, na sua opinião, essa é a melhor definição para ela, e tem até uma tatuagem com a frase: “Eu sou o samba”, demostrando a paixão que tem por esse estilo musical.

Além do samba, canta também Black Music e Soul Jazz. Teve iniciação no gospel, pois cantava na igreja, logo após foi para a Mangueira e começou a cantar MPB (Música Popular Brasileira). Também fez parte do grupo ‘Diversas Danças’.

Se apresentou pela primeira vez na Mangueira, e foi se apaixonando pelo samba de raiz. “O Samba para mim significa eternidade. Sem o samba não existiria a Maya, não me imagino fazendo outra coisa na vida. Posso até ter outra profissão um dia, mas sem a música eu não consigo me imaginar.”

Acredita que a nova geração tem o poder de levar o samba para o mundo e fazer com que seja mais valorizado. “O Samba é um estilo de resistência, ja sofreu muitos preconceitos e poderia ser mais valorizado pela gente, porque já é conhecido mundialmente.”, afirma ela.

Que não só no Complexo de Manguinhos, mas em outras comunidades, mais jovens se inspirem neste exemplo, produza e se encha de cultura. A cultura tem o poder de transformar vidas e realizar sonhos. “Uma pessoa culta é uma pessoa que tem conhecimento, cultura para mim é ter conhecimento da arte. Não é ser artista e sim fazer a arte, seja ela qual for. É fazer a arte com a alma, porque você está passando a energia para as pessoas. Com o meu canto alguém pode mudar de vida, eu posso tocar alguém como alguém me tocou um dia.” finaliza.

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