quarta-feira, dezembro 13, 2017
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Cultura de Rua na Escola | Aqui Se Faz Cultura

A coluna “Aqui Se Faz Cultura” de hoje, vai falar sobre o evento massa que aconteceu na tarde desta quarta-feita (26/04), no colégio Compositor Luiz Carlos da Vila.

Foram duas palestras que falaram sobre Insegurança Pública, com Samuel Lima, mestrando em Educação, Cultura e Comunicação Urbana na UERJ e sobre Cultura de Rua com Gustavo Coelho, Professor da UERJ, autor do livro “Deixa os Garotos Brincar” e diretor do filme “Luz, Câmera, PiCHação, ambos  ambos convidados do projeto R3. O público destas aulas foram os alunos do colégio, que debateram sobre a segurança na favela onde vivem, a entrada na Universidade e também sobre a arte de rua e como ela é vista em nossa sociedade. Segundo Samuel, é muito importante estar nas escolas fazendo esta troca com os jovens. “Diante do que está acontecendo no Estado, trazer esta questão para a escola é essencial”, afirma.

Falou também da situação em que os espaços educacionais se encontram e como vivem em constante luta. “É desanimador ver a situação que estes espaços estão. Quando chego aqui, vejo o jeito que está. A sala que estamos não tem janela. Os alunos professores e funcionários daqui fazem um movimento de resistência”, diz ele.

O aluno Thalles também deu a sua opinião sobre as oficinas, e para ele movimentos assim ajudam a favorecer a cultura de rua. “Gostei bastante da oficina, achei interessante e bem relevante. Foi legal porque ensinou a vivência de periferia e favorece a cultura urbana”, declara.

A importância de palestras como essas é falar com os jovens a partir do ponto de vista de quem é morador de favela e que milita a favor a comunidade. Segundo o professor Gustavo, a principal característica da oficina é estar dentro da instituição escola pública. “Umas das forças desse projeto é trazer assuntos e olhares sobre questões contemporâneas, como a vida marginalizada. Eu falei sobre cultura de rua e foi bastante interessante a troca com o pessoal, até por conta da minha pesquisa”, afirma.

Que mais pessoas lutem e passem suas experiências, pois esta pode ser a solução para melhorar o futuro, nosso país e a favela. Esta é uma forma de luta e resistência. É derrubar barreiras por meio do conhecimento.

  

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