domingo, novembro 19, 2017
Home > Notícias > ASFOC – ENTREVISTA COM ALCIMAR PEREIRA E PAULO GARRIDO SOBRE O ATO DO DIA DAS MÃES

ASFOC – ENTREVISTA COM ALCIMAR PEREIRA E PAULO GARRIDO SOBRE O ATO DO DIA DAS MÃES

Dia das Mães é marcado por mobilização contra violência em Manguinhos e outras comunidades
No último domingo (14/05), em que a maioria das mães é presenteada pelos filhos, muitas não puderam nem comemorar. O motivo foi a perda de crianças, adolescentes e jovens para a violência que assombra comunidades no Rio de Janeiro. Por isso, a Asfoc-SN organizou um protesto, junto com outros movimentos sociais, na Praia de Copacabana, Zona Sul da cidade, pela paz nas comunidades. 
O diretor de Administração e Finanças do Sindicato, Alcimar Pereira Batista, afirmou sobre a importância da Asfoc estar ao lado da comunidade, em mobilização constante pelo fim da violência, dentro e fora da Fiocruz.
As mães ainda acrescentaram ainda que é mais seguro passar a data em Copacabana do que em suas casas. E também pediram paz: “Presente das mães é favela sem violência”.
Em entrevista com o Diretor Administrativo financeiro Alcimar Batista e o vice-presidente Paulo Garrido, ambos da Asfoc-SN, Sindicato dos trabalhadores da Fiocruz, entendemos como a Asfoc contribui com esse movimento. Veja abaixo.

                                                              1. Qual a importância

Alcimar Pereira

desse ato do último domingo?

Alcimar: Como foi dito, o objetivo foi cobrar pelo direito à vida, que vem sendo minimizado em regiões de confronto permanente e ações frequentes da polícia. Além disso, realizar uma ação na Zona sul da cidade visa dar visibilidade à realidade cruel dessas mães que convivem com a dor da perda de filhos e a preocupação constante de novas vítimas, sem poder desfrutar de seu direito de ir e vir.
2. Por que um Sindicato apoia esse tipo de ação ?
Paulinho: Temos uma trajetória muito longa e reconhecida não só na missão principal de um sindicato, de representar os trabalhadores e defender suas pautas sindicais, mas também de ampliar essa relação com a sociedade e outros movimentos sociais. Entendemos que é imprescindível você se relacionar e apoiar outros movimentos, todos eles de alguma forma sofrendo pelo projeto neoliberal de ataque à população e a classe trabalhadora. Então se estamos no território que envolve Manguinhos, Maré, Mandela, Varginha, vamos estar junto das ações e defender as causas que afligem a todos. Nossas ações são ratificadas pelos trabalhadores, todas essas ações deste ano, pela paz, foram defendidas e aprovadas em Assembleia de trabalhadores. Não entramos em movimentos de forma individual, somente o que entendemos que tem relação com a saúde, como é o caso da violência. 
3. Que outras ações a Asfoc vem desenvolvendo junto às comunidades e outras entidades ?
Paulinho: Para nós, um sindicato combativo e atuante deve efetivar na prática sua militância por direitos e melhores condições de vida para os trabalhadores e população em geral. Nessa linha, participamos e construímos atos políticos, marchas e caminhadas pela paz, convocamos os trabalhadores para essas ações.
No dia 25 de abril, por exemplo o Sindicato participou de um grande Ato contra a violência em Manguinhos e na Maré, em frente ao Castelo da Fiocruz, para cobrar uma ação do Estado. Na ocasião, houve a apresentação teatral do educador e morador do Complexo da Maré, Davi Marcos – a performance também emocionou o Dia das Mães nas areias de Copacabana.
Além disso, levamos as reivindicações dos moradores e trabalhadores aos parlamentares em Brasília, em especial nas Comissões de Direitos Humanos da Câmara e do Senado Federal. Participamos de reuniões junto ao poder público para cobrar mudanças nas políticas e posturas equivocadas.
todo conteúdo dessa matéria é de inteira responsorialidade da ASFOC-SN

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *