sábado, novembro 18, 2017
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FAVELAS CONTRA A VIOLÊNCIA

No dia 12 de junho de 2017, os movimentos Favelas Contra a Violência e o Movimento Popular de Favelas se reuniram com a subsecretária de Educação, Valorização e Prevenção, Helena de Rezende, na sede do prédio da Secretaria de Segurança Pública, no centro do Rio.

A proposta da reunião foi exigir o cumprimento da lei com relação as intervenções policiais nas favelas. Entre os pontos abordados está o uso do espaço público (rua) para produção de atividades, culturais, intervenções religiosas, atividades recreativas/esportivas e de lazer sem a repressão policial, nem da UPP nem do BOPE, e a diminuição das exigências burocráticas para tais atividades. Foi posto em pauta também, o cumprimento da lei quando houver necessidade de abordagem policial, revista em público, entradas nas casas, assim também como a garantia de que moradores que não estejam portando carteira de identidade, sofram abordagens violentas e repressivas por parte da polícia, entre outros pontos.

A subsecretária, que está no cargo há apenas 2 meses, foi muito receptiva às demandas e disse estar disposta a intervir no que for preciso para que se cumpra a lei de respeito ao cidadão, em qualquer parte da cidade. Entende que tais demandas não compete apenas à articulação com a Secretária de Segurança e se responsabilizou em marcar uma reunião com as outras secretarias do Estado, convocando a presença do movimento de Favelas Contra a Violência e o Movimento Popular de Favelas para estarem juntos, acompanhando as ações. Em umas de suas falas, a subsecretária afirmou que está articulando também com a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, no propósito de conseguir melhorar nas respostas práticas de intervenção da cidade, deixando sempre exposto a falta de dinheiro do Estado e as dificuldades que sofrem no momento.

Além desses encaminhamentos apontados, os moradores de várias favelas da cidade do Rio de Janeiro, que representam esses movimentos, exigiram uma explicação concreta da Secretaria de Segurança para o aumento desordenado das operações policiais nas favelas nos últimos meses, causando muitas mortes, prejudicando toda a rotina dos moradores e enfraquecendo ainda mais a crença no projeto da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), alegando que a única coisa que essa polícia não tem gerado é relação de paz. Helena de Resende enfatizou que entrou recentemente na Secretaria e que pretende ajudar a resolver, junto com as demandas das favelas, a forma de abordagem e intervenção policial local.

O movimento de Favelas Contra a Violência é formado por líderes comunitários, artistas, ativistas sociais, lideres religiosos e coletivos independentes. Nessa reunião estavam representadas as favelas: MARÉ, MANGUINHOS, JACARÉ, SANTA MARTA E PROVIDÊNCIA, ROCINHA E BOREL.

Você ainda não conhece o movimento Favelas Contra a Violência? É um Movimento social formado por moradores(as) e apoiadores de diferentes grupos de favelas da cidade do Rio de Janeiro que se unem para enfrentar todas as formas de violência, principalmente a violência armada. Participam desse movimento: o Jornal Fala Manguinhos!, coletivos de mulheres de favelas, lideranças de Associações de Moradores, coletivos de cultura, igrejas, escolas, ativistas e militantes em defesa da garantia do direito à vida digna dos moradores(as) e trabalhadores(as) e suas famílias nas comunidades/favelas da cidade!

Edilano Cavalcante

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