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NOVIDADES SOBRE A GREVE NAS CLÍNICAS DA FAMÍLIA

Por Renata dutra

(14/12/2017)

Das 227 unidades de saúde , 180 aderiram a paralisação por tempo indeterminado.

180 unidades de Clínica da Família aderiram a paralisação, entre elas estão as de Manguinhos ( Clínica da Família Victor Valla e Centro de Saúde Escola Germano Sirval Faria) a mais de 2 meses em greve, por falta de insumos e desmonte na saúde do Município.

 Nos do Fala Manguinhos, fomos atrás de uma resposta atualizada da situação.

 

Segundo a Comacs Manguinhos( comissão dos agentes comunitários de Manguinhos), os agentes comunitários de Saúde do município do Rio de Janeiro, decidiram em assembleia geral que 100% dos ACS retorne ao trabalho normal a partir de Segunda-feira (18/12), em Estado de Greve, ou seja, aguardando informações do Sindicato dos ACS – SINDACS que estará em reunião com desembargadora e o “Movimento Nenhum serviço de saúde a menos”. Caso as exigências não sejam cumpridas pela Prefeitura e as OSs ele retornarão com a greve.
Entre as reclamações estão: demissões de funcionários, cortes na área, falta no repasse de remédios e materiais básicos para o trabalho diário, além dos salários atrasados.
O prefeito Marcelo Crivella, já estabeleceu diversas datas limite para o pagamento dos salários atrasados e repasse dos remédios, porém não tem cumprido com as promessas, o que dificulta o planejamento  para a retomada dos serviços de saúde.
Regina Quirino, moradora do Mandela, utiliza a clínica da família Victor Valla e fala a respeito da greve “Mesmo com a greve, eu vou lá fazer o pedido do exame de sangue que preciso. Eles são muito atenciosos, me atendem muito bem. Os agentes de saúde vem aqui em casa, dão muita atenção. Eu descobri meu câncer na clínica, fui encaminhada para fazer o tratamento e hoje estou aqui bem. Eles não podem deixar os funcionários sem os salários e a gente sem remédios, eu sou a favor da greve, temos que lutar pelos nossos direitos”, conta.
Mesmo os postos de saúde que aderiram a greve, estão atendendo os pacientes que precisam de urgência no atendimento. As pessoas chegam no acolhimento (quando não estão com consultas marcadas) e passam pela triagem, onde o caso é avaliado.

A situação é muito complicada, pois enquanto os postos de saúde estão sem remédios, as pessoas continuam precisando fazer seus tratamentos e muitos não tem outro lugar pra recorrer,senão ao SUS.

Se a primeira promessa do Prefeito ainda não foi cumprida ” cuidar das pessoas”, fica difícil acreditar nas que virão.

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