domingo, agosto 19, 2018
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Reabertura da Biblioteca Parque Marielle Franco em Manguinhos

 

 

Após quase um ano e meio fechada, A Biblioteca Parque de Manguinhos foi reinaugurada nesta quinta-feira (29/03/2018). Desde dezembro de 2016, quando foi fechada por falta de repasse de recursos para a empresa que fazia a Administração do local.

 

A cerimônia de reabertura contou com a presença do atual Governador do Rio, Luís Fernando Pezão e do Prefeito Marcelo Crivella, além do Superintendente de Cultura Juca Ribeiro,Juca esteve durante todo o ano de 2017 encontros e reuniões com os coletivos de Manguinhos, reconhecendo e articulando  com os moradores a seguridade e preservação do local durante todo esse período. Se não  fosse pela iniciativa de moradores e coletivos, como o Ballet Manguinhos, Manguinhos em cena, Fala Manguinhos,Pac’sTão, Recriando Manguinhos, Projeto Marias, Escola Politécnica Joaquim Venâncio, ASFOC, entre muitos outros coletivos, esse espaço já não teria mais possibilidades de  reabrir, pois já  estaria depredado  e seria inviável a restauração em curto prazo.

A partir de segunda-feira, 2 de abril, A Biblioteca Parque de Manguinhos estará acessível ao público, Endereço: Av. Dom Hélder Câmara, 1184 (Atrás do Colégio Compositor Luís Carlos da Vila) que encontrará Literatura clássica até as Ciências Sociais, além de um acervo rico, também possui stands, sala de reuniões, espaço de atividades gratuitas e muitas outras agenda que o Complexo de Manguinhos merece ter. Todos os livros são gratuitos para empréstimo. Venha conhecer esse acervo. “Através dos livros você desenvolve o senso crítico e deixa de reproduzir apenas o que os outros dizem”- Disse Larissa Moura, moradora de Manguinhos. 

  O Fala Manguinhos falou também com o superintendente de cultura, Juca Ribeiro que contou sobre a importância do espaço pro território:
Juca Ribeiro na foto.

– Tarcísio: Juca, qual a perspectiva da reabertura da Biblioteca num complexo marcado pela violência?
– Juca: A Biblioteca é um equipamento cultural e educativo, não deve fazer restrição, cabe ao Estado se preparar para oferecer um serviço qualificado. Ela não foi feita para combater a violência, mas promover a paz, o que acaba gerando consciência. Os livros são a defesa.

 

 

-T: Aqui o acervo na literatura é muito amplo?
-J: Você tem na realidade um acervo na literatura bastante importante, por outro lado você tem um acervo muito rico nas ciências sociais que é importante pra formação do senso crítico. Você não pode criar barreiras para o livro, quando você abre as portas da Biblioteca, você abre as portas para o livro. 

-T: Muitas crianças e adolescentes vem ao local, você acredita que a leitura distancia essas crianças do envolvimento com o crime ou facções?
-J: O espaço não pode ser utilizado como antídoto, mas é uma das soluções. É melhor estar na Biblioteca, que deve ser um espaço acolhedor. 
-T: Para finalizar, O nome dado de Marielle Franco além da homenagem póstuma, reforça a ideia de continuar lutando?
-J: Foi dado o nome para que a memória dela seja preservada e mais do que isso, ela era uma pessoa vinculada ao conhecimento.

 

Matéria feita por Tarcísio Lima, Jornalista do Fala Manguinhos.

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