sexta-feira, novembro 16, 2018
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Você que é mulher pode  fazer a diferença

 

Ao longo dos anos, a luta das mulheres tem sido para construir novos valores sociais, colocando-as como protagonistas da história, de uma nova moral e cultura. É uma luta pela democracia, que deve nascer da igualdade entre homens e mulheres e evoluir para a igualdade entre todos os seres humanos, suprimindo as desigualdades de classe, de cor da pele e de gênero.

Durante longa parte da história do Brasil, existiram entraves quanto à participação política das mulheres, que sempre foram excluídas dos processos de decisão que impactariam em sua vida pessoal e coletiva, como por exemplo, estudar, trabalhar, votar e  ser  votada. 

Foi no ano de 1932 que as mulheres adquiriram o direito a votar e a ser votada. Ainda assim não obtém de igual modo uma cidadania plena, pois restam nos costumes sociais, na cultura patriarcal e até mesmo na lei, empecilhos a uma condição plena quanto à participação na vida pública ou até mesmo de alguns direitos essenciais, como o exercício da profissão, ou a liberdade de ir e vir sem o crivo do marido ou de qualquer ente masculino que por ventura estivesse submetida.

Através de luta social, inclusive para empoderamento das mulheres, já foram conquistados vários direitos, além de colocar em pauta as temáticas como violência contra mulheres, saúde, cidadania feminina e mercado de trabalho.

Mas ainda temos visto políticos defendendo que mulher receba menos que homens nos empregos! Que pregam a submissão cega das mulheres aos maridos, inclusive como se as agressões físicas fossem normais! Num discurso mentiroso, inventam que as mulheres que lutam por seus direitos são contra a família e precisam ser silenciadas…

Nesta direção, nós mulheres, que formamos a metade  da população brasileira,  não podemos permitir ou até mesmo contribuir  para a perda de direitos votando em candidatos claramente preconceituosos.  Precisamos continuar a defender o direito a educação e a  saúde pública de  qualidade para  nossos(as) filhos(as) e netos(as).

Como mulher,  moradora da  favela de Manguinhos, chefe de família e  trabalhadora devemos  apoiar e  votar no candidato que  se  compromete  em  garantir  e  ampliar os direitos até  hoje  já  conquistados  através de  muitas lutas.  Vidas nas favelas importam!  Nas favelas moram cidadãs e cidadãos de  bem, que  merecem respeito e  possuem  direitos.

Convocamos  a todas as mulheres  que se posicionem nas urnas no próximo dia 28 de outubro votando contra o projeto político que  retira os  nossos  direitos  e  ameaça as nossas vidas.

Patrícia Evangelista

Elenice Pessoa

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